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	<title>Viagem à aurora dos povos</title>
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	<description>O quinto lançamento da historiadora Lili Machado, tem como pano de fundo as grandes civilizações desaparecidas.</description>
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		<title>Viagem à aurora dos povos</title>
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		<title>O Clube Social</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 19:20:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lili Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[3 - O Clube Social]]></category>
		<category><![CDATA[Pentagna]]></category>

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		<description><![CDATA[            Foi, então, que ouvi falar dos serões do Clube Social.  O “Seu” Herculano, sentado num dos degraus do alpendre, de palito à boca, cruzou as pernas, tirou do bolso uma palha de milho e a bolsa de fumo e começou a fazer um cigarro.  E eu aboletada na cadeira de balanço. -         Então, já [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lilimachadoaurora.wordpress.com&amp;blog=4903264&amp;post=24&amp;subd=lilimachadoaurora&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">            Foi, então, que ouvi falar dos serões do Clube Social.<span>  </span>O “Seu” Herculano, sentado num dos degraus do alpendre, de palito à boca, cruzou as pernas, tirou do bolso uma palha de milho e a bolsa de fumo e começou a fazer um cigarro.<span>  </span>E eu aboletada na cadeira de balanço.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 53.25pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:12pt;"><span>-<span style="font-family:&quot;">         </span></span></span><em><span style="font-size:12pt;">Então, já sabe? </span></em><span style="font-size:12pt;">– perguntou, sem erguer os olhos do cigarro de palha.<span>  </span>Olhei para ele e fiquei esperando.<span>  </span>Silêncio curto.<span>  </span>Ele acendeu o cigarro e depois continuou: </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 53.25pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:12pt;"><span>-<span style="font-family:&quot;">         </span></span></span><em><span style="font-size:12pt;">O Professor Januzzi está de volta a Pentagna, com alguns daqueles seus alunos tão malucos quanto ele.<span>  </span>Dizem que, dessa vez, ele trouxe uma engenhoca que ninguém sabe para que serve.<span>  </span>O povoado anda cheio de boatos.<span>  </span>Todo mundo diz que o maluco está inventando o raio-da-morte, um aparelho capaz de destruir</span></em><span style="font-size:12pt;"> <em>Pentagna enquanto o diabo esfrega um olho.<span>  </span>Eles estão se reunindo, todas as noites, no Clube Social.</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.25pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Meus olhos se voltaram para a direção do clube que se erguia, sombrio, contra o céu da noite.<span>  </span>Brilhavam alguns retângulos luminosos: as janelas que via de meu quarto, todas as noites.<span>  </span>De dia, o casarão recortava o seu vulto dum branco lugubremente sujo contra o verde garrafa da vegetação ao seu redor.<span>  </span>Eu já sabia que lá estava acampado um grupo esquisito e solitário, mas sossegado, que não saía dos muros do clube e não mantinha relações com os moradores do vilarejo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.25pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Houve um silêncio breve. Olhando ainda para o casarão, o velho disse:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 53.25pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:12pt;"><span>-<span style="font-family:&quot;">         </span></span></span><em><span style="font-size:12pt;">Ali há um mistério.<span>  </span>Se há!<span>  </span>Onde já se viu gente assim?<span>  </span>Boa coisa não estarão fazendo lá dentro.<span>  </span>Um velho e aqueles jovens todos.<span>  </span>Ninguém sabe donde vieram nem o que pretendem.<span>  </span>Fazem seis meses que eles acamparam lá.<span>  </span>Até hoje não consegui ver nenhuma pessoa.<span>  </span>O “Tio” Lelé foi em pessoa e chegou com toda a pose. Olhou e resolveu não tocar a campainha.<span>  </span>Abriu o portão e entrou.<span>  </span>Quando já ia no meio do jardim, rumo ao casarão, o professor maluco apareceu numa das janelas e gritou: Isca, Baphomet!<span>  </span>E um enorme cachorrão se precipitou para o fazendeiro e caiu-lhe </span></em><em><span style="font-size:12pt;">em cima.<span>  </span>Foi</span></em><em><span style="font-size:12pt;"> um Deus nos acuda.<span>  </span>O homem saiu a toda a disparada&#8230; e o cachorro atrás.<span>  </span>Contam por aí que ele chegou em casa todo esfolado, com a roupa em farrapos. É o que dizem&#8230; Não juro porque não vi&#8230;</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 53.25pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:12pt;"><span>-<span style="font-family:&quot;">         </span></span></span><em><span style="font-size:12pt;">Que coisa horrível! Mas dizem que são sábios –</span></em><span style="font-size:12pt;"> arrisquei, timidamente, com voz fraca.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.25pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Calei-me. Novo silêncio. Naquela noite, meti-me no quarto, vesti a camisola e abri a janela. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.25pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">A jovem trigueira, franzina, com ar pachola me veio trazer uma moringa de barro com água fresca.<span>  </span>Fiz-lhe perguntas sobre o grupo do Clube Social.<span>  </span>Com voz dramática, ela me contou horrores&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.25pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Dizia-se que o guardião do casarão era um preto enorme com cara de fantasma.<span>  </span>Um dia, passando por perto do Clube, olhando com medo através das grades do portão, ela vira um homem de cabeleira enorme e ar de doido a correr como uma criança atrás de uma borboleta.<span>  </span>Um amigo dela garantira que uma noite ouvira grito de mulher lá dentro.<span>  </span>De madrugada, uma forte luz azulada saltava das janelas do andar superior, subia para o céu, clareando-o como um relâmpago prolongado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.25pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Quando a jovem desceu, entreguei-me aos mais desencontrados pensamentos.<span>  </span>Não sentia sono.<span>  </span>Fiquei à janela olhando a noite.<span>  </span>A lua agora estava mais alta, menor e mais pálida.<span>  </span>O céu parecia também um casarão misterioso com as janelas iluminadas das estrelas.<span>  </span>Passaram-se alguns minutos.<span>  </span>Fui aos poucos caindo numa espécie de sonolência.<span>  </span>O que me despertou desse torpor foi um súbito clarão que de repente se ergueu do casarão.<span>  </span>Era uma luz estranha dum cinzento azulado.<span>  </span>Tinha uma indescritível qualidade de transparência e delicadeza.<span>  </span>Esfreguei os olhos.<span>  </span>Não havia dúvida, não era sonho.<span>  </span>Lá estava o Clube Social como uma grande lâmpada acesa na noite.<span>  </span>Meu coração começou a bater mais forte e a curiosidade me tomou conta do espírito.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.25pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Só consegui dormir quando o dia começava a clarear.</span></span></p>
<br /> Tagged: Pentagna <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lilimachadoaurora.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lilimachadoaurora.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lilimachadoaurora.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lilimachadoaurora.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lilimachadoaurora.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lilimachadoaurora.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lilimachadoaurora.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lilimachadoaurora.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lilimachadoaurora.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lilimachadoaurora.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lilimachadoaurora.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lilimachadoaurora.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lilimachadoaurora.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lilimachadoaurora.wordpress.com/24/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lilimachadoaurora.wordpress.com&amp;blog=4903264&amp;post=24&amp;subd=lilimachadoaurora&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>PENTAGNA &#8211; O Presépio da Montanha</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 20:31:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lili Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[2 - Pentagna, o Presépio da Montanha]]></category>
		<category><![CDATA[Pentagna]]></category>
		<category><![CDATA[São Sebastião do Rio Bonito]]></category>
		<category><![CDATA[Valença]]></category>

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		<description><![CDATA[             Pentagna tem cerca 60 casas – quase todas simples e antigas: uma praça principal, rodeada de casas com mulheres janeleiras, uma Colônia de Férias dos funcionários do Estado bem arrumadinha, um posto de saúde desativado, o Clube Social com quadra de futebol e salão de festas caindo aos pedaços, um museu do vilarejo jogado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lilimachadoaurora.wordpress.com&amp;blog=4903264&amp;post=21&amp;subd=lilimachadoaurora&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="font-size:20pt;"></span></strong></p>
<p><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">             Pentagna tem cerca 60 casas – quase todas simples e antigas: uma praça principal, rodeada de casas com mulheres janeleiras, uma Colônia de Férias dos funcionários do Estado bem arrumadinha, um posto de saúde desativado, o Clube Social com quadra de futebol e salão de festas caindo aos pedaços, um museu do vilarejo jogado às traças e uma quitanda de secos e molhados (mais molhados do que secos) do “Seu” Tutuquinha, que vende de tudo e tem mesas de sinuca.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Tem uma subida um pouco íngreme que leva ao morro da pequena Igreja de São Sebastião do Rio Bonito, onde, nas festas juninas são armadas barraquinhas e feitos leilões.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Em frente à praça principal, tem uma fonte de água mineral natural ferruginosa e diurética, que, dizem, faz as pessoas se encantarem com o lugar e sempre lá voltar.<span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Subindo por uma picada ladeada de enormes, grandes e pequenas pedras de quartzo branco e de lascas de mica, podemos chegar à fazenda do “Tio” Lelé, famoso criador de gado e garimpeiro de pedras preciosas em toda a região.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:12pt;"><span>            </span>Também, saindo da praça, temos duas ruas um pouco mais largas: uma que vai dar numa linda cachoeira e, mais adiante, na antiga estação de trem, atualmente </span><span style="font-size:12pt;">em ruínas.<span>  </span>A</span><span style="font-size:12pt;"> outra vai dar numa estrada que levava à Valença, antes da abertura da estrada nova.<span>  </span>Soube que esta vivia enlameada e que os carros </span></span><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">precisavam serem puxados por tratores.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:12pt;"><span>            </span>É naquela primeira rua, depois da cacheira, que fica o Sítio das Águas Claras, cujos donos, a Dona </span><span style="font-size:12pt;">Helena</span><span style="font-size:12pt;"> e o “Seu” Herculano compuseram o hino da vila: (&#8230;)o presépio da montanha, o cantinho do mundo, que é Pentagana.<span>  </span>E é nesse sítio que eu estou, agora, ouvindo o barulho das águas rolantes (chuá, chuá, chuê, chuê&#8230;) e o cantar dos pássaros, vivendo os momentos mais tranquilos e agradáveis de toda a minha vida.<span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Trouxe alguns livros, meu <em>crochet</em>.<span>  </span>Levantava-me muito cedo e ia até a janela respirar o cheiro acre e bom dos eucaliptos.<span>  </span>Depois me dirigia para a cozinha, onde uma jovem trigueira me oferecia o desjejum, com manteiga e queijo feitos lá mesmo no sítio.<span>  </span>Era lindo o luar entre os eucaliptos. O vento tinha um perfume de sauna.<span>  </span>As estrelas palpitavam.<span>  </span>A lua enorme, redonda, era cor de melão.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Saía a caminhar pela estrada, cumprimentando os poucos homens e mulheres que passavam, montados em burricos carregados de legumes, verduras e frutas.<span>  </span>Dizia coisas amáveis para os caboclos que trabalhavam nas roças.<span>  </span>Gritava palavras sem nexo para as nuvens que o vento movia no céu mais azul que já tinha visto.<span>  </span>Rolava na relva e voltava ao meio-dia com um apetite descomunal.<span>  </span>Eu sorria para todos e havia muita gente curiosa naquela casa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Eu levava, repito, a melhor das vidas.<span>  </span>Passei os 3 primeiros dias a me sentir num paraíso.<span>  </span>Ao cabo da semana, soltei o primeiro bocejo suspeito.<span>  </span>Não saudava as pessoas com tanto entusiasmo, esquecia-me de cumprimentar os roceiros e começa a achar a comida muito insípida e rotineira.<span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Tinha acumulado energias e era preciso empregá-las em alguma coisa.<span>  </span>Comecei a sentir saudades da agitação da vida da cidade grande.<span>  </span>Lamentei não ter levado meu <em>lap-top</em>.<span>  </span>Eu precisava fazer alguma coisa!</span></span></p>
<br /> Tagged: Pentagna, São Sebastião do Rio Bonito, Valença <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lilimachadoaurora.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lilimachadoaurora.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lilimachadoaurora.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lilimachadoaurora.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lilimachadoaurora.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lilimachadoaurora.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lilimachadoaurora.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lilimachadoaurora.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lilimachadoaurora.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lilimachadoaurora.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lilimachadoaurora.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lilimachadoaurora.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lilimachadoaurora.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lilimachadoaurora.wordpress.com/21/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lilimachadoaurora.wordpress.com&amp;blog=4903264&amp;post=21&amp;subd=lilimachadoaurora&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Lili Machado</media:title>
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		<title>Como tudo começou&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 20:09:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lili Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[1 - Como tudo começou...]]></category>
		<category><![CDATA[Pentagna]]></category>
		<category><![CDATA[Valença]]></category>

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		<description><![CDATA[Chamo-me Lilia Cristina de Souza Machado e os fatos que passo a narrar são verdadeiros, e todas as personagens nela envolvidas ainda estão vivas, incluindo eu, é claro. Sou magra e sei parecer elegante quando quero.  Prefiro usar jeans o tempo todo, com t-shirts e casaquinhos de malha coloridos.  Uso saltos médios, para ter conforto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lilimachadoaurora.wordpress.com&amp;blog=4903264&amp;post=15&amp;subd=lilimachadoaurora&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="BodyText21" style="text-indent:35.4pt;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Chamo-me Lilia Cristina de Souza Machado e os fatos que passo a narrar são verdadeiros, e todas as personagens nela envolvidas ainda estão vivas, incluindo eu, é claro. Sou magra e sei parecer elegante quando quero.<span>  </span>Prefiro usar jeans o tempo todo, com <em>t-shirts</em> e casaquinhos de malha coloridos.<span>  </span>Uso saltos médios, para ter conforto sem perder o charme e minha pequena bolsinha preta, cheia de apetrechos úteis está sempre comigo.<span>  </span>Uso meus cabelos castanhos com luzes, escovados, na altura dos ombros, com uma franjinha sobre os olhos também castanhos.<span>  </span>Sofria de miopia desde criança, mas tive coragem de fazer a cirurgia a laser, para correção.<span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">             Casada pela segunda vez, uma filha do primeiro casamento, vivo do meu trabalho.<span>  </span>Confesso que às vezes me irrito um pouco, mas na maior parte do tempo me considero uma pessoa de temperamento fácil, temperado por um desejo extremo de independência.<span>  </span>Sofro também daquela obstinação que faz a vida viável para quem tem uma incapacidade visceral de estudar. <span> </span>Pago minhas contas mais ou menos em dia, cumpro a maioria das leis e acho que todo mundo devia fazer a mesma coisa&#8230; no mínimo, por boa educação.<span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">             Para começar, contarei como fui parar na vila Pentagna.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Quando terminei meu segundo período da faculdade de História, tive a impressão de que estava irremediavelmente enferma.<span>  </span>Não exagero.<span>  </span>De tanto estudar, fiquei com a cabeça dolorida e tonta, as idéias enevoadas, os olhos turvos, as mãos trêmulas, as letras embaralhadas.<span>  </span>Era preciso ler três vezes uma linha para entender o que dizia o texto.<span>  </span>Doíam-me as têmporas.<span>  </span>A tontura aumentava.<span>  </span>Perdi o apetite.<span>  </span>Perdi a paciência.<span>  </span>Apesar de tudo, mal podia esperar a chegada no início do terceiro período daí há 3 meses.<span>  </span>A faculdade era minha alegria.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Bebi um copo de água que a Ivone, minha secretária do lar me ofereceu e tentei tornar a ler o livro que estava a minha espera.<span>  </span>A minha excitação cresceu.<span>  </span>Pensei nas dívidas &#8230;<span>  </span>Pensei no problema da biópsia que minha gastroenterologista havia pedido &#8230;<span>   </span>Pensei na cirurgia do ombro em março &#8230; </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:12pt;">Mudei de assunto.<span>  </span>Pensei na viagem de férias para Porto Seguro, com meu marido André Luiz &#8230; Pensei no noivado de minha filha Claudia Lúcia com o Bruno, no Natal &#8230; Pensei no <em>réveillon</em> no Porcão Rio´s com nossos amigos Célia Regina, Lúcia, </span><span style="font-size:12pt;">Marcel</span><span style="font-size:12pt;"> e Bárbara &#8230; Pensei em minha festa Ploc de aniversário, em fevereiro &#8230; Pensei nas fantasias de arlequim e colombina que vamos usar desfilando pela Estácio de Sá &#8230; E acabei com febre.<span>  </span>Dizem que pensar muito acaba queimando o Tico e o Teco.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Do que aconteceu depois, não me lembro com clareza.<span>  </span>Sei que quando recuperei os sentidos achava-me deitada em minha cama com meu marido à cabeceira.<span>  </span>Pedi água.<span>  </span>Deram-me. Passaram-se horas.<span>  </span>Aos poucos recobrava as forças e a lucidez. <span> </span>Um momento tive ordem de me levantar e André disse:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 53.25pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:12pt;"><span>-<span style="font-family:&quot;">         </span></span></span><em><span style="font-size:12pt;">Você abusou do estudo.<span>  </span>Agora precisa descansar um pouco.<span>  </span>Procure o ar da serra.<span>  </span>Sozinha.</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 53.25pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:12pt;"><span>-<span style="font-family:&quot;">         </span></span></span><em><span style="font-size:12pt;">Para onde acha que devo ir?</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 53.25pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:12pt;"><span>-<span style="font-family:&quot;">         </span></span></span><em><span style="font-size:12pt;">Já ouviu falar em Pentagna?</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 53.25pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:12pt;"><span>-<span style="font-family:&quot;">         </span></span></span><em><span style="font-size:12pt;">Nunca.</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 53.25pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:12pt;"><span>-<span style="font-family:&quot;">         </span></span></span><em><span style="font-size:12pt;">É um lugar muito agradável, aqui mesmo no Estado do Rio, um distrito perto de Valença.<span>  </span></span></em><em><span style="font-size:12pt;">495 metros</span></em><em><span style="font-size:12pt;"> acima do nível do mar, cercado de montanhas e muito verde.<span>  </span>Pense nisso&#8230;</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.25pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Despediu-se sorrindo.<span>  </span>Depois que ele saiu, aquele nome me ficou virando cambalhotas na cabeça.<span>  </span>Pentagna.<span>  </span>Pentagna.<span>  </span>Pentagna.<span>  </span>Tinha qualquer coisa de fresco e agreste, cheirava a mato, a ar puro e a flores.<span>  </span>Tinha gosto de fruta.<span>  </span>Prometia tranquilidade e renovação e energias.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.25pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Nós tínhamos algumas economias.<span>  </span>Resolvi gastá-las naquela estação de repouso.<span>  </span>E depois&#8230; Veremos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.25pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Naquele mesmo dia tratei de saber onde ficava Pentagna e como se ia para lá.<span>  </span>Dois dias depois eu fugia do barulho do Rio e caminhava para a paz da serra, sem saber que lá me esperava a mais singular e surpreendente das aventuras.<span>  </span>Para quem precisava se afastar um pouco dos estudos&#8230;</span></span></p>
<br /> Tagged: Pentagna, Valença <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lilimachadoaurora.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lilimachadoaurora.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lilimachadoaurora.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lilimachadoaurora.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lilimachadoaurora.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lilimachadoaurora.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lilimachadoaurora.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lilimachadoaurora.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lilimachadoaurora.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lilimachadoaurora.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lilimachadoaurora.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lilimachadoaurora.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lilimachadoaurora.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lilimachadoaurora.wordpress.com/15/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lilimachadoaurora.wordpress.com&amp;blog=4903264&amp;post=15&amp;subd=lilimachadoaurora&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Prólogo</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 18:41:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lili Machado</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Albert Einstein]]></category>
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		<description><![CDATA[Há quase tanto tempo quanto os homens sentiram o desejo de se estabelecer em comunidades fixas, eles expressaram sua intenção através da construção de templos e cidades de pedra. Muitas dessas tentativas não alcançaram resultados efetivos, transformando-se em desorientadores vestígios de extintos modos de vida. Algumas culturas arcaicas sumiram quase sem deixar sinais. Não registraram [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lilimachadoaurora.wordpress.com&amp;blog=4903264&amp;post=5&amp;subd=lilimachadoaurora&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há quase tanto tempo quanto os homens sentiram o desejo de se estabelecer em comunidades fixas, eles expressaram sua intenção através da construção de templos e cidades de pedra.<br />
Muitas dessas tentativas não alcançaram resultados efetivos, transformando-se em desorientadores vestígios de extintos modos de vida.<br />
Algumas culturas arcaicas sumiram quase sem deixar sinais. Não registraram grandes obras de literatura, nem contribuições significativas para o governo, a filosofia ou a ciência. Em certos casos, até mesmo seus nomes desapareceram no passado e seus legados reduziram-se às pedras gastas pelo tempo que algum dia colocaram em determinado local.<br />
Essas ruínas enigmáticas oferecem pouco mais do que a muda insistência de sua presença. Diversos centros e santuários abandonados preservam muito bem os seus segredos.<br />
Da necrópole rosada de Petra, na Jordânia, até os antigos edifícios de apartamentos do México, à cidadela inca nos Andes peruanos, feita em adobe, muitas dessas construções propõem um enigmático desafio.<br />
No mundo Ocidental, a arqueologia é uma ciência nascida no século XVIII, com as escavações de Pompéia e seus primeiros progressos. Até então, ninguém estudara ou manifestara sequer interesse pelos vestígios históricos.<br />
Logo no início, a arqueologia iria adquirir uma dupla aura científica e romântica. Quando os homens começaram a explorar o seu passado, na esperança de aí encontrarem indicações para o futuro, tiveram progressivamente a revelação da riqueza das civilizações que os haviam precedido. Foi assim que a realidade científica destronou os mitos, revelando-se, ela própria, tão fabulosa, tão extraordinária, tão enigmática, que ainda hoje novas descobertas levantam mais questões do que fornecem respostas.<br />
As técnicas atuais abrem novos e fascinantes perspectivas à nossa misteriosa pré-história: o carbono-14 e outros processos científicos não só revolucionaram a imagem que se tinha, até então, dos povos que construíram Stonehenge e ergueram megálitos por toda a Europa, mas também, nos revelaram o alto grau de tecnologia atingido pelas civilizações das Américas Central e do Sul, alguns séculos antes da conquista espanhola.<br />
No entanto, muitos mistérios subsistem, pondo em xeque as técnicas mais modernas e, apesar das descobertas constantes, os últimos capítulos da História da Humanidade não poderão ainda ser escritos. Paradoxalmente, à medida que a ciência acumula conhecimentos, mais se torna necessária a imaginação humana, para insuflar vida aos dados estatísticos e dar orientação às novas tecnologias.<br />
O mistério e a imaginação parecem ser tão importantes como a razão, na procura da verdade.<br />
Como disse Albert Einstein:<br />
&#8220;A experiência mais bela que podemos viver é o mistério; ele é a fonte de toda a verdadeira arte e de toda a verdadeira ciência. Quem não conhece esta emoção, quem já não possui o dom de se maravilhar, mais valia que estivesse morto, pois os seus olhos estão fechados.&#8221;</p>
<br /> Tagged: Albert Einstein, arqueologia, carbono-14, culturas arcaicas, megálitos, Petra, Pompéia, ruínas, Stonehenge, vestígios históricos <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lilimachadoaurora.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lilimachadoaurora.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lilimachadoaurora.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lilimachadoaurora.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lilimachadoaurora.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lilimachadoaurora.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lilimachadoaurora.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lilimachadoaurora.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lilimachadoaurora.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lilimachadoaurora.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lilimachadoaurora.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lilimachadoaurora.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lilimachadoaurora.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lilimachadoaurora.wordpress.com/5/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lilimachadoaurora.wordpress.com&amp;blog=4903264&amp;post=5&amp;subd=lilimachadoaurora&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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